terça-feira, 16 de outubro de 2007

Jollyroger

Fui a minha cidade natal hoje. De Pirata eu sempre gostei dos brincos, das camisas de mangas bufantes, coletes e do símbolo Jollyroger...

Nunca me imaginei cruzando mares nunca antes navegados. Nasci em Santos e a visão das naus paradas no cais sempre me pareceu muito mais interessante do que a possibilidade de estar dentro delas: o corre-corre do embarque e desembarque, os cheiros dos containers, o carro derrapando devido a mistura de elementos oriundos dos grandes sacos de sementes...

Outros aromas: tinha uma casa de café no porto de Santos, Brazilian Coffee, tipo exportação, excepcional, se ela ainda existir, experimentem...

Mas voltando aos marítimos, acho que não nasci para a vida no mar. Aliás, imagina que vida difícil deveriam ter esses caras, ficar tanto tempo em um navio, sem guitarra, bateria, web, GNT, I-pod... (ok pessoal, tem muito mais que isso, mas não me façam elencar outros benefícios da vida moderna a essa hora...).

Acho que só deveriam restar os "carinhos" de um bom rum... ah, esse sim, acho que faz mais sentido para mim. Mas me conhecendo como me conheço e urbana como sou, provavelmente ficaria sentada em uma taberna arrumando confusão e vivendo de pequenos furtos enquanto senhores bem-vestidos se abaixavam para olhar meu decote, belos decotes deveriam promover os espartilhos ancestrais...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Sem sinalização...

Foi um tremendo desastre, porrada sem remédio, no caminho de casa ou do bar, sem lembrar ao certo... mas foi ao virar a esquina de quem nada espera...

Com toda velocidade, sem chance de rederecionar o volante, sem alarde de buzina, sem tempo pra pensar ou desistir, batida de frente, mais uma vez, partindo em mil... choque do novo... partida em mil, a tola razão... que nunca apreende a usar um GPS...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Gramofone e o que mais?


Uma das mais modernas tecnologias associadas a um aparelho "vintage", quase um t-rex se formos pensar na evolução que a tecnologia obteve, especialmente na área da reprodução sonora, o romântico: gramofone


No mínimo muito mais original que as inúmeras dock stations existentes no mercado, o Phonofonic II resgata uma idéia que permite a amplificação mecânica. O aparelho não utiliza bateria, os fones do I-pod são acoplados a um dispositivo e a um simples toque, os sons são reproduzidos por uma "corneta" que amplifica o volume. É uma pena que será produzido, ao menos inicialmente, em edição limitada: 200 unidades.

Mas o incrível é a metáfora que esse invento nos propõe. Passado e presente aliados!

Gosto muito dessa idéia na composição musical e creio que muito do que vemos hoje de genial é fruto da revisitação do que já se fez. Não fiquem nervosos puristas que alardeiam em altos brados: "a arte morreu", "onde está a aura?" "não existe nada que já não tenha sido inventado". Desculpe-me, mas adoro junções, repetições e releituras. Sob meu ponto de vista, são novas criações, únicas, uma vez que cada momento, cada átimo de tempo, por semelhante que seja, nunca... nunca será igual àquele que acabei de viver...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Kate Nash -Foundations

Grata Surpresa!

Solos de guitarra

Sempre me perguntam quais são as minhas influências como guitarrista. Pergunta difícil, pois nunca atentei para os virtuosismo dos grandes nomes... Sempre admirei mais o swing em uma base bem feita, repetições quase como um teclado ao invés de velocidade extrema, solos longos e cheios de efeitos.

Para mim, solo de guitarra sempre foi e será o seguinte: Você está no meio de uma festa, em uma roda de amigos, rindo, trocando idéias... se você tem um história realmente interessante pra contar é a sua deixa, caso contrário é melhor ficar calado, tomar um pouco mais do seu vinho e escutar os outros (instrumentos) continuarem dialogando.

Sex Pistols by Bob Gruen

Maldita Cultura da Reclamação

Outro dia, assisti uma entrevista da Lya Luft (escritora) no programa da Marília Gabriela. A entrevista foi excelente, repleta de lições de vida. Em particular, gostei muito do que Lya falou com relação a nossa "cultura da reclamação".

É triste constatar que realmente, a maior parte das pessoas, (meus amigos que me perdoem, mas eles também), tem mania de reclamar, muitas vezes sem parar... Essa postura estranha é muito confortável. Ninguém é responsável, sempre tem o outro para pagar o pato: meu namorado, minha família, o chefe, o aquecimento global, o Lula, a Globo...

É claro, que também me encontro inserida nesse grupo dos "reclamadores" de plantão. Mas veja como é interessante que alguém lembre e aponte o que cegamente fazemos de errado para percebemos o quanto fazemos...

Auto-reflexão e uma postura mais positiva pode ajudar muito, já que em 95% dos casos podemos solucionar questões recorrentes que geram as nossas reclamações.

É isso aí... OLHA EU AQUI RECLAMANDO TAMBÉM!!!